Quando falamos de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), o senso comum muitas vezes confunde intensidade com violência e poder com opressão. Mas qual é a linha real que separa uma prática segura, consensual e libertadora de uma relação abusiva?
No centro de qualquer cena BDSM saudável não está o chicote ou a algema, mas sim a comunicação radical e o consentimento informado. A prática exige acordos claros, o uso de safewords (palavras de segurança) e, acima de tudo, respeito aos limites físicos e psicológicos de cada participante. Diferente de um relacionamento tóxico, onde o controle é unilateral e impositivo, no BDSM ético o submisso mantém o poder de parar a dinâmica a qualquer segundo através do bottom’s power.
Compreender essa distinção é fundamental para quem deseja explorar o universo fetichista sem carregar culpas ou cair em armadilhas emocionais. E pensando nisso, às 18h do dia 24 de outubro, na nossa segunda edição de festival, Sheyna SAA, uma mulher publicitária, decidiu compartilhar seus traumas de quando, há mais de 20 anos, começou a buscar sobre o fetiche e caiu em relacionamentos perigosos, com “dominadores” abusivos.
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