Bem-vindos ao blog da Erotika Town, onde celebramos a diversidade, o prazer e as histórias que nos conectam! Hoje, temos o prazer de trazer uma conversa inspiradora com Rafael Aragão, comunicador, diretor criativo e criador do icônico Bate-papo Uau. Rafael não é estranho por aqui: ele cobriu a primeira edição do nosso evento com seu canal de entrevistas, capturando momentos inesquecíveis que ecoaram pela comunidade. E, antes mesmo do grande dia, ele já havia me entrevistado três vezes, mergulhando fundo nas visões e sonhos que dão vida à Erotika Town.


Nesta entrevista exclusiva, exploramos as raízes da voz genuína de Rafael, o equilíbrio entre humor e seriedade em temas como sexualidade e direitos LGBTQIAPN+, e como o entretenimento pode ser uma poderosa ferramenta de resistência. Prepare-se para se emocionar com relatos de bastidores, lições de vida e conselhos que vão te motivar a transformar sonhos em realidade. Vamos nessa?
Blog ETXP: Uau, de onde vem essa tua voz tão genuína? Como começou a ideia do Bate-papo Uau e o que te inspirou a criar um espaço tão leve e necessário pra comunidade LGBT+?
Rafael Aragão: A minha voz vem da vida. Vem das dores que eu vivi, das pessoas incríveis que encontrei pelo caminho e da vontade de transformar aquilo que um dia quase me calou. O Bate-papo Uau nasceu quando terminei de montar o podcast chamado SDACast, de um player do marketing digital, Samuel Pereira, dono da gigante Segredos da Audiência. Ele me presenteou com dois microfones de podcast e, naquele momento, percebi que faltava um espaço onde as nossas histórias fossem tratadas com respeito, humor, acolhimento e verdade. Eu queria criar um lugar onde a comunidade pudesse se ver e se reconhecer forte. É um projeto que nasce do coração, mas cresce porque é necessário.
Blog ETXP: Você consegue unir humor e seriedade de um jeito muito natural. Como encontra esse equilíbrio entre riso e reflexão ao tratar temas ligados à sexualidade e aos direitos LGBT+?
Rafael Aragão Eu aprendi que o humor é uma porta, e a seriedade é o caminho. O riso aproxima, quebra defesas, deixa o clima leve. Mas eu nunca perco de vista o propósito: informar, conscientizar, tocar. Quando o assunto é sexualidade, direitos ou vivências LGBTQIAPN+, eu brinco quando dá e aprofundo quando precisa. É intuição, vivência e respeito, tudo ao mesmo tempo.



Blog ETXP: Como comunicador, você dá palco a muitas histórias. Qual foi a conversa mais marcante que você já teve?
Rafael Aragão Já tive entrevistas que mexeram comigo de formas diferentes, mas algumas deixaram cicatrizes bonitas. Conversar com pessoas que transformaram dor em potência, como artistas trans, travestis ou figuras que lutam todos os dias pela nossa existência, sempre me marca. Teve uma entrevista específica em que a pessoa me disse que o Bate-papo Uau foi o primeiro espaço onde ela se sentiu realmente ouvida. Ela estava sofrendo transfobia no bairro onde morava e, depois que o episódio foi ao ar, conseguiu ser acolhida e ouvida pelas autoridades. Aquilo me atravessou. Ali eu entendi que comunicar também é cuidar.
Blog ETXP: O que significa pra você lutar por direitos em 2025? E como o entretenimento pode ser resistência?
Rafael Aragão: Lutar por direitos em 2025 é entender que nada está garantido. A gente avança, mas também enfrenta retrocessos, discursos de ódio, ataques e tentativas de silenciamento. Pra mim, lutar hoje é estar presente, é usar cada microfone como ferramenta de proteção e visibilidade. E o entretenimento é uma das armas mais inteligentes nessa luta. Quando a gente emociona, informa e diverte ao mesmo tempo, a mensagem chega onde talvez não chegaria de outro jeito. Entretenimento também é política e é resistência.
Blog ETXP: Você também é diretor criativo em grandes concursos da diversidade. Qual o bastidor mais emocionante que já viveu nesses palcos?
Rafael Aragão: Todos os anos eu vivo algo que me lembra por que faço o que faço. Mas existe um momento que sempre me emociona: quando uma candidata entra no camarim e diz que nunca tinha sido tratada com tanto respeito e cuidado. Quando um menino se transforma em uma mulher miss e, através da coroa e da faixa, passa a impulsionar a comunidade, lutar por direitos e deixar um legado. Ver essas misses brilharem, sendo aplaudidas, celebradas, reconhecidas… isso não tem preço. É orgulho puro, é história viva acontecendo na minha frente.


Blog ETXP: Para encerrar: o que te move quando surge um novo sonho ou projeto? E o que você diria pra quem quer tirar uma ideia do papel, mas ainda sente medo?
Rafael Aragão: O que me move é propósito. Se algo acende meu coração, eu vou, mesmo com medo. Medo, aliás, é um dos melhores sinais: significa que você está entrando em território de crescimento. Pra quem está paralisado: comece pequeno. Comece torto. Comece com o que tem. Só não deixe de começar. Porque nada acontece enquanto você só sonha, mas tudo muda quando você dá o primeiro passo.
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